sábado, 16 de outubro de 2010

Pais.

Pais... Duas pessoas que não conseguimos explicar com palavras o quanto são importantes e o quão chatos eles são em nossas vidas, posso dizer isso pelos dois que tenho.

“Filho lava a louça pra mamãe”; “Filho pega ‘isso’ pra mamãe; Filho vai até a padaria pra mamãe; Filho me deixa tirar seus cravinhos; Filho... Filho... Filho...” CALE – SE, CALE – SE, CALE – SE, VOCÊ ME DEIXA LOOOOOOOOOOUCO! Isso é o que eu gostaria de falar em todas as vezes que minha mãe começa a me metralhar de pedidos. Em minha opinião essa palavra, filho, é uma palavra abençoada que nem mãe, tudo que a sua mãe precisa de você ela vira e fala “Filho, faz isso pra mim?” e você não pode nem contestar senão ela ainda começa a jogar com seu emocional até você ficar com a consciência pesada e fazer o que ela pediu e se mesmo assim você continua sem fazer pra ela o que ela te pediu ela abusa de seu poder de mãe e diz assim: “Ou você faz ou você está de castigo”, assim fica difícil de brigar né?! Ai nós pobres coitados que somos, vamos e fazemos tudo com aquele carão (risos). Pai e mãe são duas pessoas indecifráveis, eu os amo, mas juro que tem vezes que preferia crescer, trabalhar e fugir de casa.

Não tenho dúvidas que ser pai e mãe não é uma tarefa fácil na vida, mas acho que eles podiam mudar um pouco... Claro que todo pai e mãe têm a dinâmica necessária com o filho, como os casais sabem? Mas creio também que eles poderiam dar uma moderada.

A minha mãe entrou em uma fase da vida “monge tibetana” então tudo pra ela é a magnanimidade, o trabalheu o em conjunto e a tecla “Foda – se”, já meu pai ele é um tanto quanto “normal”, não sei como explicar pra vocês terem uma idéia, meu pai é quieto, na dele, fala somente o necessário (Necessário, somente o necessário o extraordinário é demais Essa conversa me lembrou essa musica do Mogli, o menino lobo), enfim... Ele não fala muito, porém uma coisa que me deixou muito bravo recentemente é eu querer trabalhar e eles deixarem e depois não deixarem... Tão pior que a professora de inglês do meu colégio que primeiro deu nota dez para o trabalho e depois resolveu do nada dar nota nove, isso me irritou profundamente... Vou contar – lhes a história, eu cheguei certa vez na minha mãe e no meu pai e pedi dinheiro para sair com meus amigos e minha amigas, ir dá um role no shopping e tal: “Mãe me dá dinheiro para eu ir ao shopping?” eu disse, ai ela vira pra mim e diz: “Peça ao seu pai, ele que é o caixa forte da família”, pois bem... Fui até meu pai e fiz a mesma pergunta: “Pai, me dá dinheiro pra eu ir ao shopping?” e ele me respondeu: “Não tenho dinheiro, vai trabalhar e usa o seu”, ai eu retruquei: “Pai, to falando sério, eu já to atrasado, a gente vai ao cinema e a sessão vai começar daqui a pouco” ai ele olhou pra mim sério e disse: “Não tenho, já disse, usa o seu”, ai eu: “Eu não tenho mais, o meu dinheiro a mamãe pediu e acabou pai, por favor, não zoa, me dá ai vinte mango” , ai ele disse já alterado: “Não tenho filho, vou tirar só segunda.” Conclusão: Não fui ao shopping nesse dia, pois ninguém tinha dinheiro.

Passaram – se então alguns dias (não lembro quantos exatamente), estávamos jogando carta como fazemos toda sexta e todo sábado e eu disse: “Mãe, quero começar a trabalhar”, ai eles disseram que tudo bem, logo de primeira e perguntaram o que eu precisava, eu respondi que precisava do CPF apenas e a carteira de trabalho já era melhor tirar também, ai minha mãe prometeu a mim que iríamos tirar nas férias, passou maio, junho, julho, agosto, setembro e ninguém foi comigo tirar o CPF, eu fiquei revoltado e semana passada pedi um Iphone de dia das crianças, ai eles primeiro disseram que não sou mais criança e depois disseram para quando eu trabalhasse comprar um, ai eu disse já estaria trabalhando se vocês tivessem tirado o meu CPF nas férias como foi prometido, eles ficaram sentidos e disseram que tirariam e que eu poderia trabalhar já que eu quero ter tudo.

Às vezes eu penso que deve ser muito bom trabalhar, ter seu próprio dinheiro, gastar com o que você quiser sem depender dos seus pais para absolutamente nada, mas as vezes eu repenso e lembro que a minha vida é muito boa, sem precisar me preocupar com nada, somente com os estudos e nada mais, se eu começar a trabalhar terei que desistir de cursos que eu quero fazer, agora estou muito na dúvida sobre o que eu quero, estou em um dilema muito complicado, pois eu queria fazer muitos cursos, mas se eu começar a trabalhar eu ficarei completamente sem tempo... Mas enfim, não é esse o assunto que eu escolhi como tema principal, voltando a falar de nossos pais, eu entendo que eles só querem o nosso bem e sempre pensam na gente quando tomam certas as atitudes, mas às vezes eu acho que eles poderiam ponderar um pouco né?! Nós somos adolescentes, claro que queremos tudo! isso é normal de nós, quando eles eram adolescentes eles também eram assim, qual adolescente que não é? Não acho errado eles falarem “não” de vez em quando, mas acho que eles não podem descumprir uma promessa, ou mandar a gente ir trabalhar se eles não querem isso... É difícil ser pai e é também muito difícil ser filho, imagina o que passa na cabeça de um filho quando um pai ou uma mãe descumpre uma promessa, como é a imagem que fica na cabeça da criança? É muito complicado.

Sabe... Às vezes acho meus pais são os melhores pais do mundo, mas às vezes gostaria de mudar de pais para dar uma variada e ver como seria, de uma coisa eu sei eu os amo e isso nunca vai mudar na minha vida e na dos seus irmãos, sinto saudades quando eles não estão por perto e apesar de todas as diferenças na “suruba do céu” eu os aceitei como pais e eles me aceitaram como filho, onde que eu tava com a cabeça eu não sei, mas sei que se eu tivesse a chance de trocar, eu não trocaria, pois pai e mãe são únicos em nossas vidas... Por mais que não entendamos os “não” na nossa vida, eles sabem que isso é o melhor para nós.

Uma recomendação que eu faço que funciona para eu saber que eu realmente amo meus pais é: converse com eles, muitos filhos não tem diálogos com os pais e isso acaba os afastando, não deixe que isso aconteça, essa relação de pai/mãe e filho é uma das conexões mais fortes que existe,porém quando rompida muito difícil de se restabelecer e se vocês me permitem fazer uma recomendação ouçam a música: “Pais e Filhos – Legião Urbana”

É assim que me despeço no dia de hoje, beijos e um ótimo feriado.

OBS: Pelo jeito ficarei sem meu Iphone por mais algum tempo. #cry

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mais um dia daqueles...


Um dia daqueles... Acho que o próprio nome do titulo já diz e eu não preciso falar o tema de hoje, eu estou no colégio, baixou a inspiração do assunto de hoje aqui então comecei a digitar aqui mesmo.

O dia mal começou, ainda estamos na terceira aula, ou seja, tem muitas aulas pela frente, com certeza eu deveria escrever isso em casa depois que tudo passasse para ter uma idéia melhor, mas como é tudo sempre igual, com certeza nada mudará, hoje é quinta, ou seja, só temos duas aulas, duas aulas de português/literatura, as outras quatro aulas o Professor de informática toma conta então não fazemos muita coisa a não ser, bem... Deixa pra lá.


Eu vivo me perguntando certas coisas, nessas quatro aulas são as únicas aulas que eu “tenho para mim”, não ficamos na sala sempre subimos para o laboratório de informática então eu meio que me isolo do resto do pessoal e fico aqui fazendo os trabalhos e pensando na minha vida (sim, muito tenso). Na terça-feira, dia das crianças, como qualquer outra criança eu estava muito feliz (risos), fui ao shopping com a minha mãe, pois meus irmãos queriam presentes e eu aproveitei para dar uma espairecida e comer no Mcdonalds, nunca vi o shopping tão cheio na minha vida, encontrei um monte de gente conhecida, encontrei um amigo e ele estava com umas amigas, as encontrei também e ficamos por um tempo juntos, eles ficaram conversando e eu fiquei observando de canto, não sei o porquê, mas naquele dia estava sentindo elas um tanto diferente, elas não estavam calorosas e nem me trataram como tratam geralmente, fui tratado com indiferença, mas até ai, só me surpreendi um pouco, não me abalou tanto, cheguei a minha casa e fui para o MSN conversar com o resto do pessoal... Depois de ficar em torno de umas duas horas na internet eu fui para o banho. Quando terminei voltei a usar a internet e estava me sentindo “sozinho”, não sei explicar direito o porquê, comecei a conversar com a minha amiga e contar o meu dia e o que eu estava sentido, depois de saber que ela sofria dos mesmos problemas que eu estava sofrendo e compartilharmos essa dor juntos esse sentimento, essa dor da solidão passou, para minha surpresa não permanentemente...

Na quarta-feira não vim a aula, então nada mudou em minha vida, já hoje, vim e decidi fazer certas mudanças, como por exemplo, sentei na frente para prestar mais atenção na aula (bem hoje que praticamente não tem aula), a dor da solidão voltou, eu não consigo mais olhar para as pessoas que me cercam e ver nelas um pingo de solidariedade e amizade para comigo, estou em uma encruzilhada, não tenho idéia do que fazer, estou como aquela típica frase: “sou um cego no meio do tiroteio”. Já pensei em tentar ser diferente, talvez o problema seja eu, ou será que são eles? Não sei dizer...

Nessa conversa de terça com a minha amiga ficamos debatendo isso e eu descobri a resposta dessa minha pergunta, depois de muito debate e troca de idéias nós chegamos a conclusão que o problema não é de nenhum dos dois, apenas crescemos e amadurecemos e como as pessoas não são iguais elas não amadurecem como tal também, logo, cada um tem seu jeito e as pessoas mudam, vivem em constante mudança... É por isso que a amizade “morre”, não é que ela morre, ela esfria... Hoje em dia existe aquilo de “Best”, de “BFF”, de “sister”, de “irmão” e tal, em minha opinião isso existe mesmo, mas eu acho que a amizade tem que ser MUITO forte para isso existir para sempre, pois as amizades vivem em constante mudança junto com as pessoas...

Então percebi que não preciso me preocupar com isso, pois eu amadureci e infelizmente para mim, ou não, eu não amadureci como o resto das pessoas que me cercam, então minha opiniões agora mudaram, assim como, as dessas mesmas pessoas também, faz parte da vida, é normal do ser humano, eu acho.

Dizem que a amizade é cultivada, eu não concordo a gente não cultiva uma amizade, ela existe e são dois corpos que as mantêm vivas e ativas entre as mesmas pessoas, logo, se você perdeu um amigo (a) não significa que o “cultivo” foi pouco, apenas essa “linha” que ligava vocês foi cortada por alguma coisa (volto a minha idéia de ter sido cortada pelo amadurecimento do ser humano), odeio ter que dizer isso, mas preciso de amigos novos, minhas opiniões mudaram e eu cresci e certas pessoas não cresceram comigo, apenas tivemos uma linha de raciocínio diferente e por isso a intensidade da amizade “apagou”.

Ame seus amigos e se possível, cresçam juntos com eles, é difícil se sentir assim, sentir essa dor da solidão, sei que não estou sozinho, mas no momento é assim que me sinto, mas como sou brasileiro, persistente e otimista creio que assim como o mundo dá voltas a vida também dá e logo, tudo volta ao normal.

Despeço-me hoje dizendo: “amo vocês meus (minhas) queridos (as) amigos (as).”